Atividade realizada em grupo psicoterapêutico que tem como norteador do trabalho um filme escolhido previamente.

Não se trata de um debate ou um encontro literário. As questões significativas emergentes do filme serão trazidas para o grupo e trabalhadas em cena através  da metodologia psicodramática.

Algumas vivências com cinema e psicodrama:

Colcha de retalhos

 

“Devemos escolher os nossos retalhos com cuidado: se escolher bem, dará destaque à obra... se escolher mal, as cores ficam sem vida e tiram sua beleza. Não há regras a serem seguidas. Deve-se seguir o instinto e ser corajosa.”

Para ressignificar:

 

Relação mãe-filha

-“Você não é bonita o bastante para ficar sozinha.” (fala da mãe, querendo que a filha case logo)

 

Tendência a repetir padrões

-“Nem sempre se consegue o que quer, talvez você case.” (fala da filha da relação acima repetindo depois de anos com a própria filha).

 

A parte que não se encaixa no todo ou “Sou tão você que sinto falta de mim mesmo”.

As vezes é preciso quebrar as regras para fazer o mundo vibrar.

Trabalhando o potencial criativo.

                                                         

 

                   

 

                                         

Como água para chocolate 

    

Para ressignificar:

 

- tradições familiares, valores e crenças...

Qual o seu legado?

Onde coloco minha dor, minhas emoções?

Que sentimentos tricoto na minha colcha?

 

-Emoções positivas

Onde e como você expressa

Alimento...Afeto...Conforto...

 

-Tradição do nome “Sei muito bem quem sou”.

Momento do nascimento

Você foi desejada?

 

-Potencializando uma Vida Criativa                                                        

“Todos nós nascemos com uma caixa de fósforos no interior que somos incapazes de acender sozinhos. Necessitamos de algo que dispare o detonador como no caso da experiência do fósforo...uma vela...oxigênio?”

 

 Quais os detonadores que existem para você poder viver? Eles podem acender um fósforo? O  que faz  se a caixa de fósforos estiver úmida? Qual a cura?

O clube da felicidade e da sorte

Para ressignificar:

Menos valia

“Leve isto, desculpe, não sou tão boa quanto você.”

- “Você não é digna.”

-“Nunca será capaz de levantar a cabeça, de enfrentar alguém.”

Abandono (Patinho Feio)

-“Como minha mãe pode desistir de mim?”

Esperança

-“Doi quando não consigo o que você quer de mim.”

-  “Você tem o melhor coração. Eu te vejo.”.

O que sua alma deseja?

- “Qual o seu valor?”

- “Eu não estou mais assustada, posso ver claro agora. Eu sou forte. Vejo o que é verdadeiro e o que é falso.”   

A pena branca

 

A velha lembrou de um cisne que tinha comprado há muitos anos atrás em Shangai por uma quantia irrisória. “Este pássaro”, falou o vendedor do mercado , ‘foi uma vez um pato que esticou o seu pescoço na esperança de transformar-se  num ganso. “E olhe agora, é muito bonito para comer”.

Então a mulher e o cisne velejaram através do oceano esticando o seu pescoço para a América. Em sua viagem ela arrulhou para o cisne: “Na América eu terei uma filha assim como eu, mas lá ninguém dirá que seu valor é medido pelo tamanho da barriga do seu marido. Lá, ninguém irá menosprezá-la porque eu a farei falar somente inglês americano perfeito. E lá, ela estará sempre satisfeita demais para engolir qualquer arrependimento. Saberá meu significado porque eu lhe darei este cisne, uma criatura que se transformou em algo maior do que todos esperavam.”

Mas quando ela chegou ao país novo, os oficiais da imigração tiraram o cisne dela, deixando a mulher agitando seus braços e com somente uma pena de cisne como lembrança.

Por muito tempo ainda, a mulher esperava para dar à sua filha a única pena do cisne e dizer-lhe: “esta pena pode parecer sem valor, mas vem de longe e carrega com ela todas as minhas boas intenções”.

Janela da alma

 

Para ressignificar:

 

Utilização das técnicas psicodramáticas a partir das afirmações retiradas do documentário.

 

- O Olhar do outro sobre mim

Responda sinceramente você ainda se submete ou não ao olhar do outro? E se sim, consegue perceber o grau de importância sobre a sua vida?

“Não devemos falar a língua dos outros nem utilizar o olhar do outro. É preciso tentar existir por si mesmo.”

“Eu me alimento do olho do outro.”

“O medo do olhar do outro.”

 

Reflexões a partir de “Many Happy Returns” (curta de 8 minutos da cineasta Marjet Rimminem que fala sobre o olhar doente da mãe sobre ela)

 

 

-A direção do meu olhar

Às vezes você fica tão cego que não enxerga as coisas? Como é se sentir cego sem a cegueira física, mas tomado pela cegueira emocional?

 

“Os olhos vêem em parte e não exclusivamente.”

“O ato de olhar não se limita ao visível, mas também ao invisível. Isso é imaginação.”

“Nossa imaginação realmente complementa as palavras.”

 

- Cegueira da contemporaneidade

Existem muitos estímulos visuais na atualidade. Será que esses excessos não nos levam também a um tipo de cegueira?

 

“Vivemos em um mundo que perdeu a visão”

“A ideia do fora do foco num mundo como o nosso é muito difícil.”

“O mundo está fora de foco ou eu estou?”

“Olhando para você, mas não comunicando com você.”

 

- Cegueira Emocional: Visão interior em pauta

Como se sente quando você está numa situação que não enxerga as coisas como ela realmente se apresenta?

“O espelho pertence pouco à minha vida.”

“É quase um vulto passando.”

“A vergonha é uma forma de medo.”

“O conhecimento nasce do incômodo. O incômodo nos faz pensar.”

“A visão é transformada por sentimentos fortes.”